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Ilustração conceitual evocando o sertão e a tradição do cordel, com um chapéu de couro e bonecos de teatro popular sobre fundo ensolarado
Petisco Cultural
13/10/2026 1 min de leitura

O Auto da Compadecida: da peça de Ariano Suassuna às telas

Escrita em 1955, a obra-prima do teatro nordestino une literatura de cordel, tradição católica e humor popular que conquistou gerações.

Por Fabio AlmeidaEditor

Escrita pelo paraibano Ariano Suassuna em 1955 e encenada no ano seguinte, a peça teatral O Auto da Compadecida tornou-se um dos maiores marcos da dramaturgia brasileira. Ambientada no sertão de Pernambuco, a história acompanha as peripécias de João Grilo e Chicó, dois sertanejos astutos que lutam pela sobrevivência entre a extrema pobreza e a exploração.

A genialidade de Suassuna esteve em conectar a estrutura do auto medieval ibérico às tradições populares do Nordeste, especialmente os folhetos de cordel e o teatro de mamulengos. Elementos de narrativas tradicionais, como o “Aviso dos Padeiros” e a “Peleja do Trovador da Morte”, foram entrelaçados para construir uma comédia satírica e profundamente humanista.

Em 1999, a obra ganhou uma adaptação clássica produzida para a televisão e exibida como minissérie pela TV Globo, sob a direção de Guel Arraes. Editada no ano seguinte para o formato de longa-metragem, a produção cinematográfica consagrou Matheus Nachtergaele e Selton Mello nos papéis principais e aproximou o texto clássico de novos públicos.

Ao misturar religiosidade popular, crítica social e humor mordaz, O Auto da Compadecida celebra a inteligência do povo brasileiro diante das adversidades, mantendo-se viva e relevante em palcos e telas de todo o país.

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